Campus Party 2017: este foi o ano das startups de fintech

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Para quem aposta no setor foi uma grande satisfação ver a atenção dada pelos grandes bancos brasileiros e empresas de meios de pagamento à Campus Party

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Artigo publicado originalmente na StartSe

A despeito de algumas críticas sobre a qualidade da edição da Campus Party deste ano, o tema da inovação no setor financeiro nunca foi tão debatido no país quanto nos dias em que ocorreram o evento na capital paulista. Um reflexo das oportunidades que o mercado brasileiro oferece – mais de 30% da população adulta do país ainda não é bancarizada ou então não utiliza nenhum serviço além do saque – e também do maior interesse dos empreendedores pelas fintechs.

Com exceção de gigantes como China e Índia, é difícil imaginar um mercado consumidor hoje no mundo com mais de 35 milhões de adultos praticamente a deriva no sistema financeiro. Por outro lado, é fácil entender o crescimento acelerado do uso do celular para transações financeiras, tendência comprovada quando verificamos o sucesso de um banco como o Original.

Por isso, para quem aposta no setor foi uma grande satisfação ver a atenção dada pelos grandes bancos brasileiros e empresas de meios de pagamento à Campus Party.

O Banco do Brasil, instituição fundada há 208 anos, se dizia entusiasmado com a formação de startups junto a seus funcionários. O Itaú, principal banco do país, alardeava a estrutura de seu espaço de fomento ao empreendedorismo de tecnologia, batizado de Cubo, enquanto o Bradesco divulgava seu fundo de investimentos em fintechs.

Nós da Kyvo, em parceria com a GSVlabs, aproveitamos o evento para lançar o Track, programa de aceleração de fintechs da Visa, a maior empresa de meios de pagamento do mundo. Em um formato inédito no mercado nacional, cada uma das cinco startups selecionadas, além do aporte de R$ 235 mil, receberá treinamento, imersões, mentorias e todo o suporte da GSVlabs em São Paulo e no Vale do Silício durante seis meses.

Todos esses sinais, quando analisados em conjunto, mostram que o próximo setor tradicional da economia mundial a ser realmente sacudido por uma inovação disruptiva deve ser mesmo o financeiro. E essa revolução parece estar cada vez mais perto de acontecer.

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